terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Momento 1 - Organização
1. Qual o nome e a formação do grupo?

Caminhos e Barreiras: Possibilidades de um aluno Tetraplégico na Educação

-CÉLIA REGINA FONSECA
celiaregina_fonseca@hotmail.com

- DARCI DE SOUZA CARVALHO
nina2042@hotmail.com

- DIONE CARNEIRO TEIXEIRA
dioneriacho@yahoo.com.br

- IVONETE COSTA DE SOUZA
yolanda.ilma@hotmail.com

- JOCILEIDE CRUZ DE OLIVEIRA ALMEIDA
jcruzoa@yahoo.com.br

- SANDRA GUIMARÃES PEREIRA
guimaraes_sp@yahoo.com.br

2. Quem será o coordenador dos trabalhos do grupo?

- Dione Carneiro Teixeira (Coordenadora)
dioneriacho@yahoo.com.br

3. Como se dará a comunicação entre os integrantes do grupo e a elaboração dos textos e materiais do Seminário?

Vamos trabalhar com o MSN, Orkut, e-mail e ambiente virtual do e-proinfo, através do fórum de ambientação.

4. Como se dará a sistemática de elaboração?

Nossos encontros realizar-se-ão constantemente através do e-mail, MSN, Orkut e fórum de ambientação. Cada integrante deixará sua contribuição no fórum e enviará via e-mail para o coordenador da equipe identificando o seu nome. À medida que cada um deixa a sua contribuição o seminário vai sendo produzido colaborativamente, pois cada um tem a oportunidade de alterar o texto do colega para dar sentido na produção como um todo.

Data Componente Atividade a ser realizada

30/11/09 CÉLIA Preparação prévia da escola e professores para iniciar o processo educacional com este aluno;
Diagnóstico das condições do aluno, que sejam importantes para sua integração na sala de aula
30/11/09 DARCI Adaptação do aluno à sala
Adaptações físicas da sala
Recursos de acessibilidade
30/11/09 IVONETE Solução para entraves ao desenvolvimento didático devido a deficiência
Execução de exercícios e provas
30/11/09 JOCILEIDE Ações de acolhimento coletivas, que incluam os demais alunos e outros atores
Trabalhos cooperativos com outros alunos
30/11/09 SANDRA Desenvolvimento de atividades visando integração com outros alunos
Avaliação do aluno
30/11/09 DIONE Interação com a família do aluno
Conclusão
Organização das idéias

Este cronograma de atividades correspondem à 1ª etapa do seminário onde montaremos a segunda fase, Apresentação do Seminário. Estamos montando um blog que será disponibilizado a página para todos aqui no fórum.


2ª Etapa: Elaboração da Apresentação

I. O objetivo é estruturar uma apresentação em grupo sobre como seria o trajeto de um aluno com deficiência numa classe inclusiva. Considere que este aluno está começando seu ano letivo.

a) Defina seu perfil: - Idade atual: 15 anos – ficou tetraplégico devido a um acidente sofrido na infância.

- Série: 7ª série do Ensino Fundamental
- Sexo: Masculino
- Dificuldades específicas: indivíduo tetraplégico com cognição normal, mas com movimentos apenas de cabeça, utiliza cadeira de rodas, suas necessidades fisiológicas são retiradas através de uma sonda. Não apresenta problemas na fala.
- Deficiência: Física (Tetraplegia)

Mas o que é Tetraplegia?

A tetraplegia é ocasionada por uma lesão de nível mais alto, ao nível da coluna cervical. A lesão pode ser incompleta ou completa .
Uma das limitações físicas mais severas (ou tetraplegia), onde ocorre a perda em maior ou menor grau, do movimento dos braços e pernas do indivíduo. Existe uma imensa gradação nessa perda de movimento, que pode ir desde a perda de força, até uma imobilidade completa. As situações que provocam a tetraplegia são muitas, mas quase todas têm a ver com danos a uma porção da medula na coluna cervical.

Imagem

A lesão medular impede a passagem dos impulsos voluntários do cérebro para a musculatura e das sensibilidades cutâneas até o cérebro. O controle voluntário da bexiga e intestino também estarão prejudicados levando a quadros de incontinência e posteriormente, retenção de urina e fezes.
Os cuidados com a pele são muito importantes para evitar formação de escaras (feridas) nos locais de contato diário entre colchão e proeminência ósseas, devem ser usados colchões de água e assentos especiais, nestes casos a higiene corporal é extremamente importante.

b) Preparação prévia da escola e professores para iniciar o processo educacional com este aluno:

A escola que irá recebê-lo necessita de um detalhado estudo sobre o seu desenvolvimento geral, seu histórico de aprendizagem, é preciso fazer um diagnóstico cuidadoso para saber se ele necessita de um "Plano Individualizado de Adequação Curricular". O(s) professor(s) deverá(ao) ser preparado(s) psicologicamente e pedagogicamente para receber este aluno. Este plano de ensino deverá ser elaborado por uma equipe constituída pelos professores da classe, um professor especializado (caso a escola possua), professor coordenador pedagógico e familiares. É preciso conhecer também quais são as limitações deste aluno em particular, descobrir qual é o ritmo dele, as maiores dificuldades e facilidades. Outras informações importantes:
- Saber se fica preso à cadeira para a fixação do tronco.
- Quem fará a remoção da urina e qual o procedimento correto.
- Saber se consegue utilizar instrumentos com a boca.

c) Diagnóstico das condições do aluno, que sejam importantes para sua integração na sala de aula:

É fundamental tratar essa aluno como uma pessoa com condições mentais normais, que necessita apenas de uma adaptação física e estrutural para melhor se adaptar ao ambiente e assim conseguir ser independente. A deficiência física não interrompe sua capacidade intelectual.

d) Adaptação do aluno à sala:

Uma preparação adequada permite ao professor saber que pode contar com uma equipe multiprofissional para lhe dar apoio, caso os métodos pedagógicos adotados não estejam apresentando resultado na aquisição de conhecimento daquele aluno. Ainda, um professor orientado de acordo com as exigências da política de educação inclusiva terá condições e conhecimentos reais para lecionar, transformando-se numa ferramenta de acesso entre ele e uma sociedade mais acolhedora.
A integração em sala de aula é fundamental. A professora deverá conversar com seus alunos primeiramente sobre a deficiência do novo aluno, explicando toda situação do cadeirante. Frisando bem que essa deficiência não o torna diferente. Assim, os alunos saberão como ajudar o colega e, não vão tratá-lo com indiferença.
A seguir temos alguns pontos que não podemos esquecer:
- Informe-se sobre a postura adequada de seu aluno com deficiência.
- Os alunos que andam em cadeira de rodas precisam mudar constantemente de posição, para evitar cansaço e desconforto. Pergunte a ele como ajudá-lo.
- Deve-se verificar qual a melhor posição para ela em relação à lousa para que possa assistir a aula e também em relação à classe para que tenha visão geral de sua sala.
- Converse com a classe sobre as necessidades de cada aluno, e desse em particular. O bate-papo vai promover a consciência e a cooperação da turma.

e) Adaptações físicas da sala:

Para incluir um aluno com deficiência física (tetraplégico) na escola é necessário que a escola possua adaptações coerentes com a necessidade do aluno como: portas largas, banheiros adaptados com apoio, rampas de acesso, cadeira adaptada (deitar), mesa acoplada na cadeira de rodas, computador (notebook) e lousa (prancha) adaptada na cadeira de rodas. A remoção de algumas carteiras é necessário para possibilitar a passagem de cadeira de rodas. O piso também requer atenção, pois não pode impedir a locomoção da cadeira de rodas.

f) Recursos de acessibilidade:

Classificamos os recursos de acessibilidade que podemos utilizar com o nosso aluno tetraplégico em 2 grupos:
• Adaptações físicas ou órteses.
Quando estamos acomodando o aluno em sua postura correta, utilizando almofadas ou faixas para estabilização do tronco ou velcro antes do trabalho com o computador, já estamos usando recursos de adaptações físicas muitas vezes bem eficazes para auxiliar no processo de aprendizagem. Uma postura correta é vital para um trabalho eficiente no computador. Nosso aluno para digitar no computador utiliza um equipamento denominado ponteira de cabeça.
• Programas (softwares) especiais de acessibilidade
Equipamentos especiais podem também ser pensado, e organizado, com o auxílio de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional. Programas de computador adaptados para comando de voz, como por exemplo o MOTRIX. O software foi criado a partir de uma interface padrão de reconhecimento de voz desenvolvida pela Microsoft. Ao instalar o Motrix, o usuário deve ler em voz alta os comandos (expressões como 'para baixo', 'para cima', 'duplo clique', 'conexão internet'), além do alfabeto de radioamador (alfa, bravo, charlie etc), usado para ditar textos.
O Motrix pode ser instalado em computadores PC com processador Pentium 200 e sistema operacional Windows 98 ou superior. Uma versão gratuita do programa em inglês já está disponível no site do NCE. São apenas trinta comandos, facilmente memorizáveis até para quem não fala inglês. Além de viabilizar o uso de diversos softwares, o Motrix permitirá aos tetraplégicos no futuro realizar tarefas comuns do dia-a-dia, como controlar interruptores de luz, o ventilador ou o volume da televisão. Isso será possível com o uso de uma 'tomada eletrônica' também acionada pela voz, atualmente em fase de testes no NCE. Ligado ao computador, o dispositivo pode ser ligado a qualquer eletrodoméstico.

g) Solução para entraves ao desenvolvimento didático devido a deficiência:

Informações e orientações necessárias ao processo de desenvolvimento e aprendizagem desse aluno devem ser socializadas no momento da elaboração do projeto pedagógico, das adaptações curriculares, avaliação e acompanhamento do processo de inclusão. A escola necessita de orientações e informações de como melhorar o processo de interação e comunicação, proporcionar melhor ação funcional e promover a aprendizagem, o desenvolvimento da autonomia e independência em algumas atividades cotidiana possíveis. Os procedimentos didáticos e avaliativos deverão ser discutidos, construídos e reformulados, coletivamente e ao longo do ano. É importante o professor registrar os pontos fortes e as dificuldades que o aluno encontra para realizar as atividades, registrar a validade dos procedimentos didático-metodológicos utilizados, avaliar ainda o ambiente, a qualidade e quantidade de mediação, proporcionada para que o aluno atinja os objetivos propostos. Como qualquer outro aluno, o professor deverá estar atento ao processo de ensino e aprendizagem, para identificar as necessidades peculiares do aluno com deficiência física. Analisar os objetivos educacionais e por conseqüência, os conteúdos a serem trabalhados com o aluno, visando sempre lhe favorecer o exercício de participação no debate de idéias e no processo decisório quanto a sua própria vida e à vida da comunidade. Será necessário que o professor elabore um plano de ensino específico em função de sua condição física.

h) Ações de acolhimento coletivas, que incluam os demais alunos e outros atores:

Inclusão é a preparação de toda uma sociedade (pais, professores, alunos) para recebê-los. Nós é que temos de nos preparar, nos capacitar, modificar nossa mentalidade para que nos adaptemos ao seu mundo. Os alunos precisam estar preparados para receber o colega deficiente. O professor deve explicar que deficiência física não tem nada a ver com deficiência mental, a deficiência física afeta a parte motora e não a parte cognitiva da pessoa. Muitas vezes a discriminação acontece pela falta de conhecimento, ou por não saber lidar com uma situação nova, que não é comum. Veja algumas dicas para se relacionar com pessoas com deficiência física:
• Para uma pessoa sentada em cadeira de rodas, é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo. Portanto, se a conversa for demorar mais do que alguns minutos, se for possível sente-se, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível;
• A cadeira de rodas (assim como bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem;
• Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa;
• Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas, e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente, para que a pessoa também possa participar da conversa;
• Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham na frente. Para subir degraus, incline a cadeira para trás, levante as rodinhas da frente e apoie-as sobre o degrau. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha à ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um degrau em seqüência, será melhor pedir a ajuda de mais uma pessoa;
• Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda. Caso seja aceita, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar. Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e saberá como agir. Não se ofenda se a ajuda for recusada;
• Quando conversar com um estudante em cadeira de rodas lembre-se de que uma pessoa sentada tem um ângulo de visão diferente. Se quiser mostrar-lhe qualquer coisa, abaixe-se para que ela efetivamente a veja;
• Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir quantas vezes seja necessário para que se façam entender;
• Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras;
•Trate a pessoa com deficiência física com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas.

i) Desenvolvimento de atividades visando integração com outros alunos:

O(a) professor(a) deve promover jogos cooperativos, motivando a solidariedade e mostrando aos seus alunos o respeito às diferenças, estimular o interesse e a criatividade nas atividades de recreação, debates e reflexões de temas trabalhados. É fundamental também que ela prepare seus alunos para ajudá-la nas tarefas a serem realizadas. A ajuda dos alunos de sala é sempre bem vinda, colocando-os uma vez por dia (à critério da professora e com o consenso dos alunos) para ajudar na realização de algumas atividades, incentiva a sala a manter um vínculo maior com o aluno deficiente físico. As estratégias pedagógicas devem priorizar a formação de habilidades cognitivas e aquisição do conhecimento, incentivando o aluno a fazer escolhas, manifestar suas idéias, expressar seus pensamentos, dúvidas para serem discutidas com os colegas e professor. Planejar situações-problema para que a aluna pense e utilize seus esquemas para perceber diferenças e semelhanças, estabelecer relações entre objetos e acontecimentos, e buscar soluções.

j) Execução de exercícios e provas:

Os exercícios e a avaliação poderão ser dialógicos (orais), através do uso do computador ou em grupo onde o outro colega desempenha o papel de escriba do grupo.

k) Trabalhos cooperativos com outros alunos:

Incentivar sua participação oral na realização das atividades em grupo.

l) Avaliação do aluno:

Nosso aluno apresenta particularidades e necessidades educativas diversificadas e requer, em conseqüência disso, uma avaliação individualizada e formas de intervenção didático-metodológicas as mais variadas possíveis. Por isso, torna-se indispensável uma avaliação criteriosa e completa do aluno, e orientações práticas e objetivas de toda a equipe que o acompanha, visando possibilitar mecanismos funcionais e de melhor aprendizagem. Considerar também seu rendimento diário.

m) Interação com a família do aluno:

Torna-se necessária a interação com os pais para enfrentamento do problema com realidade, pois é a família a primeira instituição que se encarrega de assentar as bases para a integração ou não dessa adolescente na sociedade. Também é preciso que os pais tenham um acompanhamento diário das atividades realizadas em classe e em casa, despertando a motivação e o interesse do aluno pelo estudo em seu novo ambiente.

n) Conclusão
O educador tem que sair do campo da análise para o campo da ação, na busca efetiva do resgate de situações, de vivências, de experiências que promovam a construção desses sujeito, com o objetivo de oferecer ao deficiente oportunidades iguais para o desenvolvimento de toda sua potencialidade.
As condições do desenvolvimento não são as mesmas para todas os alunos, com ou sem deficiências, porque todos constroem sua pessoa com possibilidades (características genéticas e estruturas corporais) que são muito diferentes e particulares a cada uma.
É muito importante lembrar que o desenvolvimento do aluno com deficiência realiza-se como o do aluno sem deficiência, no qual as etapas da conquista de autonomia e de conhecimento seguem a mesma ordem e acontecem pelas mesmas razões. As divergências que poderão existir entre o desenvolvimento, é que no aluno comprometido pela deficiência física é que este poderá não ocorrer de acordo com a cronologia estabelecida pelos teóricos que embasam a nossa prática. As etapas poderão iniciar-se mais tarde, além de serem mais demoradas porque o ritmo de interação social e de execução das suas ações apresentarão formas diferentes de manipulação e experimentação com o meio.
Constata-se que, se o meio oferece ao sujeito sentimentos de segurança, de autonomia e confiança para poder agir, a criança com deficiência ou não, terá condições de ter um desenvolvimento mais harmonioso.
É normal que a criança com deficiência encontre dificuldades na interação com o meio, mas mesmo essas diferenças não deverão ser entendidas como padrão de dificuldades que pode ser estabelecido para julgar todas as crianças que se enquadram nesse perfil.
A qualidade do relacionamento com adultos (pais e professor) será determinante para minorar ou agravar a descoberta de habilidades e de possibilidades da criança nas suas tentativas de interação social. Cada criança deverá ser vista como única, em um universo infinito de possibilidades, sem que se estabeleça qualquer tipo de comparação, considerando-se que as diferenças são características evidentes de um indivíduo para o outro, e o educador tem o mérito de abrir e expandir o leque de oportunidades iguais para todas as características individuais, com ou sem deficiência, com objetivo de que cada um construa a sua pessoa e sua concepção de mundo.
Pessoas com necessidades especiais decorrentes da deficiência física precisam de muito mais do que tão somente recursos básicos que satisfaçam suas necessidades primárias.
São pessoas que poderão precisar de cuidados e atenção initerruptos em todos os dias de sua vida, ou superar as dificuldades iniciais se forem bem estimuladas e bem acolhidas.
O legado de Paulo Freire, certamente, é um motor, um norte facilitador para concretização da proposta da educação inclusiva, partindo da premissa de que “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão.” De suas idéias, sublinha-se principalmente a diretriz segundo a qual o professor é aquele que aprende ao ensinar, como também combate a todas as formas de discriminação quando afirma que “ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação.” Inclusive confirmam a convicção de que somente o oprimido tem o germe da libertação que pode libertar o opressor, conforme suas palavras: E essa luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscarem recuperar sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealistamente opressores, nem se tornam, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos.
De qualquer forma, estudar para um tetraplégico é sempre muito difícil pois ele dependerá da ajuda constante de outras pessoas para escrever e ler. Essa dependência acabam por trazer ao longo do tempo o afastamento do tetraplégico do universo social, com várias conseqüências de ordem psicológica. Apesar dessa perspectiva tão negativa, hoje já é possível o acesso a um imenso arsenal tecnológico tem tornado viável uma vida muito menos penosa, tanto para a pessoa portadora de tetraplegia quanto pela sua família e a sociedade na qual ele está inserido. Muitos destes sistemas são ativados por voz, eliminando a necessidade do uso das mãos. Em alguns casos já estão disponíveis alternativas pouco convencionais como o acionamento de dispositivos com um sopro ou até pelo reconhecimento eletrônico do movimento do olho.
Vídeos
http://www.youtube.com/watch?v=q1DrLz8Hlrg&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=GCSmBwwb2Rw

Websites Consultados

Acesso em 12/05/2007.
Acesso em: 11/11/2009.
Acesso em: 22/11/2009.
Acesso em: 22/11/2009.
Acesso em: 26/11/2009.
Acesso em: 26/11/2009.
Acesso em: 27/11/2009.
Acesso em 27/11/2009.
Acesso em: 27/11/2009.

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